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segunda-feira, 27 de junho de 2011

Histórias Tradicionais

Coletados em várias culturas e recontados sob focos atuais, preservam um valioso patrimonio imaterial: a transmissão oral do conhecimento, base de todas as civilizações.
Conteúdo filosófico transmitido de forma lúdica, utilizando música, bonecos, objetos e outros recursos visuais e sonoros. Todos os utensílios são confeccionados a partir de materiais reutilizáveis, permitindo tambem um disparador para ações de educação ambiental e cidadania através de oficinas ou vivências relacionadas.
No momento, estão em repertório quatro blocos temáticos:
- Cada um no seu lugar: a partir de um poema de Patativa do Assaré, seguem-se quatro fábulas tradicionais, coletadas nos livros de Monteiro Lobato e encadeadas sob tema da alteridade.
- Pedro Malasartes: quatro histórias deste andarilho da tradição ibérica que foi carinhosamente adotado pelo povo brasileiro como símbolo da esperteza gerada pela necessidade.
- Quatro contos tibetanos: histórias da tradição zen budista, considerando as interações que situam o ser humano como parte integrante e atuante da natureza.
- Quatro contos africanos: andarilhos, reis e animais compondo uma amostra da rica tradição dos griots da savana africana, ilustrada por um grande mapa do continente onde se aprende a localizar os países.

Público Alvo: Família

Duração de cada bloco: 50/60 minutos

domingo, 26 de junho de 2011

A Vó - Exercício de Dramaturgia para 27/06/2011

PRIMEIRO PLANO: Fora da casa da Vó - Vida Automática - Frases repetidas - Celular à mão
A FILHA VIVE NA LOJA
Devo pagar a conta
Devo receber o crédito
Devo atender aquela
Devo entender aquele
Devo saber parar

O FILHO VIVE NO TRÂNSITO
Preciso vender isto
Preciso comprar aquilo
Preciso ligar prá ele
Preciso falar com ela
Preciso saber parar

A VIZINHA VIVE NO ESPELHO
Quero um vestido novo
Quero um sapato novo
Quero um novo penteado
Quero um carro mais novo
Quero saber parar

A EMPREGADA E O ENTREGADOR VIVEM RINDO E FALANDO AO CELULAR

SEGUNDO PLANO: A Vó dorme

A Vó boceja e começa a acordar

A Filha põe a máscara e se aproxima

FILHA - Bom dia! Dormiu bem? Sonhou? Fez cocô? Deixa eu ver... Vamos limpar... Assim, levanta um pouco o bumbum...

(troca fralda, troca roupa, ajeita, arruma, limpa, deixa a Vó sentada na cama)

FILHO - Preciso ajudar. Tá na hora. (põe a máscara e se aproxima)

(bate à porta, a Filha abre, ele entra)

FILHO - Bom dia! Dormiu bem? Sonhou? Já comeu? Vamos lá... (junto com a Filha move a Vó para a cadeira) Isso! Tá linda! Bom Dia! Até amanhã!

FILHA - Será que você pode dormir aqui esta noite? Tenho um compromisso...

FILHO - Você sabe que é impossível! Oferece um extra prá empregada dormir... Ela sempre aceita. Eu pago! (beija as duas e sai. Tira a máscara e volta para o trânsito)

EMPREGADA - (ao celular) Tá bom. Depois te ligo. Tenho que trabalhar. Beijo. (põe a máscara e se aproxima) Bom dia, meus amores! (Veste o uniforme) Tudo bem por aqui?

FILHA - (pegando a bolsa) Você pode dormir aqui hoje? Naquele esquema extra...

EMPREGADA - Posso, sim, não tem problema. Vai tranquila... (termina de ajeitar a Vó, entrega um livro para ela e vai cuidar da casa)

FILHA - Até amanhã, então! (beija a Vó e sai. Tira a máscara e volta para a loja)

ENTREGADOR - (ao celular) Tá bom. Depois te ligo. Tenho que trabalhar. Beijo. (põe a máscara e se aproxima carregando água. Bate à porta. A Empregada abre e ele entra.) Bom dia! Chegou a água das meninas! (recebe) Obrigado! Até mais! (A Empregada abre e ele sai. Tira a máscara e volta ao celular.)

VIZINHA - Quero conversar! Vou ver a minha amiga... (põe a máscara e se aproxima. Bate à porta. A Empregada abre, ela entra. Cumprimentam-se.) (para a Vó) Bom dia! Dormiu bem? Sonhou? Já comeu? Tá lendo? Que bom! (começa a conversar animadamente com a empregada sobre trivialidades das quais só se escutam trechos e frases soltas, como "Ai, ainda bem!" ou "Ele vem me pegar hoje à noite" ou "Não sei onde estava com a cabeça!" ou "Você não viu ontem na televisão?")

EMPREGADA - (para a Vó) Vamos almoçar, meu amor? Está com fome? Já está quase na hora...

VIZINHA - Eu vou indo, então. (para a Vó) Tchau! Até mais! (A Empregada abre, ela sai. Tira a máscara e volta ao espelho.)

A Empregada serve a refeição da Vó e almoça junto. Depois arruma tudo e começa a cuidar das roupas, lava e passa. A Vó lê, dorme e às vezes fala sozinha. Às vezes a Empregada fala com ela. Às vezes os filhos aparecem em seu pensamento e ela fala com eles em voz alta, mas a Empregada não liga. Já está acostumada.

EMPREGADA - (para a Vó) Vou trazer seu chazinho, meu amor! (traz uma xícara e entrega nas mãos da Vó.)

A Vó larga o livro para pegar a xícara. Deixa a xícara cair. Cai de lado em silêncio. A Empregada grita. Começa a telefonar. Barulho de ambulância. A Filha põe a máscara e se proxima. O Filho põe a máscara e se aproxima. A Filha e o Filho ajeitam a Vó deitada e coberta. Aos poucos vão se juntando outras máscaras de parentes e amigos atrás da Vó deitada. A Vó levanta, acena a todos e sai de cena. A Empregada recolhe as cobertas e sai de cena. Todos vão saindo de cena e tirando as máscaras. A Filha fica por último.

FILHA - (olhando pela janela) As crianças nunca mais virão brincar no jardim. Agora a casa está vazia. (fecha as cortinas e as portas e tira a máscara.)

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Sensibilização Interditada - Protocolo 13/06/2011

Prá começar, cada um recebe uma touca e uma venda. Formando duas alas, em silêncio, acomodam suas vendas e toucas. O mestre desloca delicadamente cada um do seu lugar, formando novos pares, frente a frente. Agora inicia-se a comunicação das instruções que conduzirão a vivência.
A regra fundamental é o silêncio para que todos possam ouvir as instruções até o final antes de iniciar as respectivas ações. Sem perguntas. Aprenda com o outro caso não entenda alguma instrução. O mestre estará atento caso haja necessidade de ajudar alguém na realização.
Vocês estão próximos frente a frente. Estendam as mãos delicadamente para a frente buscando tocar as mãos do companheiro à sua frente. Enlacem suavemente as mãos e utilizem este contato para equilibrar os corpos e sentar, mantendo-se frente a frente.
Fica combinado que a mão ativa é a mão direita: ela conduz os movimentos, ela segura e entrega os materiais que serão distribuídos, ela toca. A mão esquerda é a mão passiva: ela é conduzida pelo outro, ela recebe e encaminha apenas o que recebe, ela é tocada. Para fixar esta regra, toquem-se suavemente nas pontas dos dedos utilizando esta dinâmica: a mão direita toca e a esquerda recebe o toque. Recolham as mãos ao colo.
Agora uma ala receberá um material em sua mão ativa. Em seguida este material deve ser ofertado à mão passiva do companheiro que deverá levá-lo ao nariz e aspirar levemente o cheiro.
Agora troquem o material de mãos, obedecendo a dinâmica das mãos ativas e passivas, permitindo que o material seja cheirado pelo outro. Quando estiver concluído, coloquem o material no chão e recolham as mãos ao colo.
Agora uma ala receberá outro material em sua mão ativa. Trata-se de um alimento espetado em palitos. Este alimento deve ser recebido e conduzido à boca do companheiro delicadamente. O mestre estará atento para que o alimento seja corretamente posicionado. Em seguida, quem alimentou, será alimentado. O mestre estará atento para posicionar o alimento na mão de cada um. Apenas recebam, conduzam e degustem calmamente. Quando estiver concluído, coloquem os palitos no chão e recolham as mãos ao colo.
Agora aproximem novamente as mãos e conduzam cada um a mão do companheiro ao seu ouvido. A mão passiva recebe a mão ativa do outro e encaminha calmamente ao seu ouvido. Localizado o ouvido do outro, prepare mentalmente uma canção de apenas uma vogal (aaa ou uuu, por exemplo), aproxime sua boca da mão e suavemente cante baixinho no ouvido do companheiro.
Agora troquem delicadamente de ouvido e digam baixinho uma vogal entoada com um sentimento (como um Ah! de desapontamento ou um Uuuuuu! de susto). Após, recolham as bocas e as mãos.
Aguardem que o mestre os chame e conduza para levantarem-se. Agora girem devagar em torno de si mesmos com as mãos estendidas para a frente. Agora vocês estão sós.
Silenciosamente, desamarrem as toucas e vendas e sentem-se formando uma roda silenciosa. Não haverá troca verbal de impressões sobre a experiência. A conversa esvaziaria as sensações. Depois, durante o resto do encontro, as impressões poderão ser registradas no flip ("o palco").
Agora para finalizar, cada um folheará e escolherá a página que mais lhe atrair do livro no centro da roda e poderá ler uma citação ou compartilhar uma imagem. É opcional.

terça-feira, 14 de junho de 2011

A Vó

Ensaio com a turma do teatro vocacional na Biblioteca Nuto Sant'Anna trabalhando na cena que escrevi.

Quatro Contos D'África

25/06/2011 (sábado) às 13hs. na Biblioteca de São Paulo (Carandirú) estarei apresentando Quatro Contos d'África para todas as idades e espero muita gente lá prá me dizer o que achou, certo? Vai ter bonecos, objetos e até um mapa... Não tem como se perder...

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Sarau na Nuto

Foi bem legal e tem mais fotos no album do Facebook...

Apresentei o poema Da-Du-Vi-Da que está no Virada...

Estes clowns são da Absurda Confraria que apresentou o Guarda Chuva Poético...

sábado, 4 de junho de 2011

Em breve...

Fotos dos Saraus na Biblioteca Nuto Sant'Anna e contação de histórias na Biblioteca de São Paulo